Cirurgia para a rotura do tendão calcâneo

A rotura aguda do tendão calcâneo, ou tendão de Aquiles, é uma patologia cada vez mais comum na nossa população. Apesar de acometer ambos os sexos, ela ocorre preferencialmente em homens, em dois picos de faixas etárias – um na quarta década de vida e outro após a sétima.

A rotura geralmente está associada às atividades esportivas nos pacientes mais jovens, mas outros fatores como o uso de corticóides, certos tipos de antibióticos, gota e aumento das taxas de colesterol também são importantes nessa patologia.

Podemos classificar a rotura do tendão calcâneo pelo tempo de lesão. Consideramos aguda quando ocorre em um período de até 4 semanas e crônica após a 4ª semana. Quanto mais cedo fizermos o diagnóstico e iniciarmos o tratamento melhor é o prognóstico e a evolução.

Quando falamos em tratamento temos duas opções, o conservador e o cirúrgico. Nesse texto, iremos focar na modalidade cirúrgica, que podem ser divididas em dois grupos:

  • Cirurgia aberta, convencional
  • Cirurgias menos invasivas

O princípio do tratamento cirúrgico se baseia em unir as bordas rotas do tendão através de pontos, a sutura.

Cirurgia aberta, convencional

Na cirurgia aberta uma incisão ampla centrada na rotura é feita, permitindo a visão direta do tendão e da sua lesão.

Parte posterior da perna direita. Incisão da técnica aberta convencional.

Cirurgias menos invasivas

Nas cirurgias menos invasivas utilizamos uma ou algumas incisões pequenas para unirmos as bordas do tendão, restabelecendo sua continuidade.

As cirurgias minimamente invasivas são cada vez mais realizadas, por agregarem menor tempo cirúrgico, menor agressividade aos tecidos do corpo, principalmente à pele, com resultados funcionais tão bons quanto os da técnica convencional.

Uma das opções minimamente invasivas é a técnica de Dresden, descrita em 2006 por um grupo de ortopedistas alemães, realizada por uma única e pequena incisão, com cerca de 2cm. Ela permite pisar de forma protegida com órteses rapidamente, possibilitando a reabilitação funcional, que é o preconizado para atingirmos os melhores resultados.

Habitualmente o paciente é liberado para andar com uma órtese em até 4 dias, iniciando a reabilitação no primeiro dia pós operatório. A órtese é utilizada entre 10 a 12 semanas após a cirurgia, momento em que se intensificam os exercícios de fortalecimento e o retorno gradual e progressivo às atividades esportivas prévias.

Parte posterior da perna esquerda. Incisão da técnica minimamente invasiva de Dresden.

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